quarta-feira, 28 de maio de 2008

Para Descontrair.

Quem nunca se divertiu ao ver um bebê dando risadas?? Se você nunca teve esta oportunidade, dê uma olhada no vídeo a seguir e tente ficar sério ao ver este bebê...


Benjamim de Chico Buarque

Sempre que escutava o nome de Chico Buarque já pensava comigo mesmo: "O cara é intelectual". Nunca me interessei por nenhum trabalho do Chico: seja na música ou na literatura, mas mesmo assim eu sentia que o cara era diferente, acima da média, sabe como? Então um belo dia, em um desses meus passeios pelas livrarias, resolvi arriscar e comprar um livro do "Sr. Talento". Era um livro de capa azul encardido, com o nome de um homem como título e um pedaço de texto estampado bem na frente, tipo amostra grátis. Li a sinopse, vi alguns comentários de gente como Mauro Dias e Silviano Santiago e resolvi conhecer um pouco mais de perto o tal de "Benjamim" com o "m" invertido no final.
Comecei a fazer a leitura do livro dentro do ônibus mesmo, a história começava pelo fim e eu me deliciei com aquilo. Quando dei por mim estava a um ponto de perder o meu local de desembarque, tamanha era minha concentração na leitura.
Benjamim é a história de um ex-modelo fotográfico de sucesso, Benjamim Zambraia, que certa vez vê em uma jovem e bela moça (Ariela Masé), a figura de uma antiga paixão. A simples semelhança acaba-se tornando uma obsessão que o leva a associar tudo o que o cerca no presente a esse enigma do passado. Um livro tão bom que virou filme no cinema tupiniquim. E quanto ao autor? Chico é realmente extraordinário! A forma como a história se trascorre é formidável. Leitura simples e completa, um verdadeiro boêmio da literatura brasileira. Agora eu entendo porque este artista é considerado acima da média: Ele é um dos poucos que consegue fazer o simples tornar-se complexo e belo. Vale muito a pena ler e escutar as obras de Chico Buarque. Eu já virei fã!!

Pra quem tiver interesse, o livro foi publicado pela Companhia das Letras e o preço está na faixa dos 36 reais.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Lost and Found - Will Smith

Muitas pessoas já ouviram falar do ator Will Smith, famoso por filmes como Homens de Preto, Independence Day, Inimigo de Estado, Hitch, À Procura da felicidade, Eu sou a Lenda, entre outros. O que pouca gente sabe é que além de interpretar, Will Smith também é rapper, e dos bons!! Na verdade este norte-americano, natural da cidade de Philadelphia começou sua carreira fazendo rimas com um amigo, DJ Jazzy Jeff. Juntos, fizeram grandes sucessos como "Parents Just Don´t Understand", "Girls Ain´t Nothing But Trouble", "He´s The D.J., I´m The Rapper" e "Summertime". Com o passar do tempo, Will começou a procurar novos rumos para sua carreira e protagonizou um seriado de comédia entitulado "The Fresh Prince of Bel-Air". Com esta nova fonte de renda, os dois foram aos poucos se distanciando e Will começou a destinar todo o seu tempo disponível aos seus filmes e seu seriado. Porém no ano de 1997, ele retornou ao estúdio para gravar seu primeiro CD solo: Big Willie Style, que fez um sucesso gigantesco no mundo todo com as canções "Gettin´ Jiggy wit it" e "Just the two of us", além da trilha sonora do filme Homens de Preto I. Mais alguns anos se passaram até o rapper fazer o álbum "Lost and Found" de 2005, que trago aqui como sugestão musical. O trabalho é muito bom, canções como "Switch", "Lost and Found", "Tell me Why" são de primeira qualidade e já valem o preço do CD. Além disso, este álbum parece trazer um Will Smith mais maduro, musicalmente falando, o que é espetacular. Suas rimas, para quem tiver curiosidade de conhecer, são acima da média em relação aos outros rappers. Suas letras são "alto-astral" e trazem sempre boas mensagens ou histórias engraçadas de se ouvir. Por esses e outros motivos não deixe de apreciar as canções de Will Smith, o cara é muito bom!! Dê uma olhada no clipe da música "Switch", um dos hits deste CD.


Quando o feio é bonito.


Quem nunca cometeu um equívoco grave na hora de escrever ou falar alguma palavra da nossa lingua portuguesa que atire a primeira pedra neste modesto blog. Estou falando isso porque outro dia desses me peguei falando errado, coitado de mim.
Sou do tipo que gosta de descobrir palavras novas, seus significados, suas origens... quer um exemplo? Outro dia eu descobri que a palavra
Senado significa assembléia dos anciãos, ou seja um lugar repleto de senhores de idade veneráveis, pessoas integras, respeitáveis. Confesso que não entendi como conseguiram pensar em um nome tão nobre para um local tão cheio de mesquinharias, inverdades e corrupção, mas tudo bem, a gente não tá aqui pra falar de política e sim das palavras.

Além de ser um curioso de plantão, sou um crítico de quem fala ou escreve errado. Faço tantas críticas, que muitas vezes me pego escrevendo ou falando as palavras incorretas. Que coisa! Outro dia entrei em um dilema com a palavra "Problema"... que situação. Muitas pessoas parecem carecer de letras no cérebro, tem gente que simplesmente não consegue dizer a palavra de forma correta e solta pra todo mundo ouvir: "Tô com um baita poprema!" Aí penso comigo: Um ou dois? O problema de toda essa situação é que de tanto pensar em maneiras para ajudar as pessoas a não falar errado, acabei comentendo a gafe de dizer em reunião com a chefia: "Gente, precisamos encontrar uma solução pra este po, pro, probema!!" Saiu... Assim, meio de fianco, meio como que querendo tossir. Pode parecer careta e tudo mais, mas eu me senti arrasado, desconjurado. Acredito que ninguém notou meu erro, mas eu ouvi, e me corrigi. Afinal de contas não tem coisa mais feia que falar errado.

Só que tem gente que pensa o contrário. Acha que falar ou escrever errado é um sinal de liberdade, de modernidade. Outro dia um amigo meu me mandou um recado no orkut: "E ai bacana, ouvi
diser que vc tá querendo cazar. Não esquessa de me convidar hein?" Pode parecer brincadeira mas é a pura verdade. Em primeiro lugar eu não estou querendo casar, eu vou... Mas não agora, ainda tenho algumas palavras românticas para aprender... Em segundo lugar: Meu Deus! Quantos erros em uma frase tão curta. Demorei semanas para econtrar uma maneira de responder este recado tão nobre... E quer saber, acabei falando com ele, não quis mandar um recado porque ele poderia não entender... Vai saber.

Creio que escrever ou falar corretamente não é um privilégio ou uma coisa para poucos. Na verdade, fazer um bom uso da nossa língua deveria ser o requisito mínimo para uma pessoa ser considerada cidadã, antes mesmo da emissão do RG ou de qualquer outro documento. Dar importância ao que é realmente correto e criar meios para que nossos jovens tomem gosto pelo que é certo, seja no bom uso da língua ou nas atitudes do nosso dia-a-dia, esse é o desafio da nossa sociedade no decorrer deste século. Pense nisso!!

sábado, 17 de maio de 2008

Tô indo na Cidade.


Pode ser que você more no Rio de Janeiro. Talvez você esteja em São Paulo, ou em BH ou em Porto Alegre, não importa. Tenho certeza que aí na sua região existe o "centro", aquele lugar cheio de lojas, pessoas gritando nomes de bichos, outros tentando te empurrar um baú da felicidade... Se a cidade é média ou grande tem centro, não tem jeito. Só aqui em casa que esse lugar nunca existiu e olha que eu moro em uma capital, mas "centro" aqui em casa nunca teve. Quando eu era pequeno e tinha que ir ao dentista, por exemplo, não tinha em outro lugar, era na "Cidade" que a minha mãe me levava... Quando meu pai precisava de uma foto 3x4 preta e branca e que saia na hora não tinha jeito, ele ia acabar na cidade, não no centro. O centro é coisa de gente moderna, gente que sempre morou em cidade grande. Lá em casa quando eu tinha que ficar mais de 30 minutos no ônibus podia saber, estava indo pra cidade e ir até lá era motivo de orgulho. Minha mãe que o diga. Vez em quando ela reunia as amigas em casa e comentava: Ai, amanhã eu vou precisar levar o Andre no médico, e estufando o peito dizia: Só que é lá na Cidade. Nossa, eu me realizava!! Eu era um cara que estava indo até a Cidade, o palco principal do lugar que eu morava... Um certo dia, parecido com aquele que você descobre que papai Noel não existe eu entendi que esse negócio de cidade não existia... Foi horrível. Estava eu conversando em uma roda de amigos do colégio quando soltei que não poderia jogar bola naquela tarde: ia lá na cidade. Um amigo meu, desses que a gente só lembra dos micos que pagava disse com uma cara séria e risonha ao mesmo tempo: Deeeeeerrrr, você já está na cidade!! Meu mundo desabou, ou melhor, minha cidade deixou de existir... Eu não tinha mais razão para viver. Se eu já estava na cidade, para onde minha mãe me levava todos os dias? Pro centro. Lá mesmo naquele lugar onde os hippies governam, lá onde os pastores proclamam que o fim está próximo... O tempo todo eu estava indo para o centro e a Cidade? essa já existia, era onde estava minha casa, meu colégio... Mesmo assim eu prefiro dizer que vou até a Cidade. Soa mais chique, mais original. Eu me sinto um cara do interior, daqueles que nunca viu avião no céu ou escada rolante na terra. A Cidade já exite sim e ela fica lá no centro. Não é verdade?