Sou uma espécie de ator imaginário. Digo isso porque para ler um livro "de cabo-a-rabo" tenho que me sentir como um integrante da história... Preciso visualizar o contexto de uma forma cinematográfica ou teatral. E quer saber? Acho que não existe nenhum ator de Hollywood tão versátil quanto a mim. Certa vez interpretei um garoto criado por homens que vivem dentro de bares ("Bar doce Lar" de J.R. Moeringher), em outra oportunidade estive na pele de um médico ousado que enfrentou todo o tipo de preconceito para salvar a vida de uma jovem mulher ("Erro de Julgamento" de Henry Denker). Recentemente me identifiquei com a história de um certo bêbado que conheceu de forma inusitada um vendedor de sonhos e começou a seguir os passos deste misterioso mestre que tinha como objetivo de vida mudar a forma como as pessoas encaravam a vida ("O vendedor de Sonhos" de Augusto Cury). Este último "roteiro", aliás, mexeu comigo. O enredo é pra lá de emocionante e revolucionário, as personagens existentes na trama são ao mesmo tempo miseráveis (em relação ao poder capital do mundo) e amplamente ricas (em sabedoria e compaixão pelo próximo)... Esta obra me encantou de tal maneira que mesmo depois de ler outros livros ainda lembro trechos marcantes dela... Existe uma parábola que gostaria, inclusive, de compartilhar com você, nobre leitor! Espero que depois desta leitura você se sinta instigado a fazer parte desta e de muitas outras histórias: (o título ficou por minha conta mesmo) A Parábola da Andorinha
Certa vez houve uma inundação numa imensa floresta. O choro das nuvens que deveriam promover a vida dessa vez anunciou a morte. Os grandes animais bateram em retirada fugindo do afogamento, deixando até filhos para trás. Devastavam tudo o que estava à frente. Os animais menores seguiam seus rastros. De repente uma pequena andorinha, toda ensopada, apareceu na contramão procurando a quem salvar.
As hienas viram a atitude da andorinha e ficaram admiradíssimas. Disseram "Você é louca! O que poderá fazer com um corpo tão frágil?". Os abutres bradaram: "Utópica! Veja se enxerga a sua pequenez!" Por onde a frágil andorinha passava, era ridicularizada. Mas, atenta, procurava alguém que pudesse resgatar. Suas asas batiam fatigadas, quando viu um filhote de beija-flor debatendo-se na água, quase se entregando. Apesar de nunca ter aprendido a mergulhar, ela se atirou na água e com muito esforço pegou o diminuto pássaro pela asa esquerda. E bateu em retirada, carregando o filhote no bico.
Ao retornar, encontrou outras hienas, que não tardaram a declarar: "Maluca! Está querendo ser heroína!". Mas não parou; muito fatigada, só descansou após deixar o pequeno beija-flor em local seguro. Horas depois, encontrou as hienas embaixo de uma sombra. Fitando-as nos olhos, deu a sua resposta: "Só me sinto digna das minhas asas se eu as utilizar para fazer os outros voarem".
As hienas viram a atitude da andorinha e ficaram admiradíssimas. Disseram "Você é louca! O que poderá fazer com um corpo tão frágil?". Os abutres bradaram: "Utópica! Veja se enxerga a sua pequenez!" Por onde a frágil andorinha passava, era ridicularizada. Mas, atenta, procurava alguém que pudesse resgatar. Suas asas batiam fatigadas, quando viu um filhote de beija-flor debatendo-se na água, quase se entregando. Apesar de nunca ter aprendido a mergulhar, ela se atirou na água e com muito esforço pegou o diminuto pássaro pela asa esquerda. E bateu em retirada, carregando o filhote no bico.
Ao retornar, encontrou outras hienas, que não tardaram a declarar: "Maluca! Está querendo ser heroína!". Mas não parou; muito fatigada, só descansou após deixar o pequeno beija-flor em local seguro. Horas depois, encontrou as hienas embaixo de uma sombra. Fitando-as nos olhos, deu a sua resposta: "Só me sinto digna das minhas asas se eu as utilizar para fazer os outros voarem".
Augusto Cury
4 comentários:
muito legal este texto...
faz tempo que vc não atualiza o blog... Acorda aí sonhador!!
Caramba, gostei muito deste texto!! Parabéns, foi muito legal!! A dica de livro tbm é boa...
Gostei muito deste seu texto, me sinto assim às vezes também... Quando leio um livro bem interessante me mentalizo na pelos dos personagens, a história fica mais emocionante!! Muito legal.
gostei do texto do Cury e tbm de suas ponderações...
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