Geralmente quando penso em blog me vem à cabeça uma página da internet onde o dono (blogueiro) escreve sobre o que quer, na hora que quer e da maneira que bem entende. De vez em quando, resolve escrever sobre o seu cotidiano, suas frustações, seus medos e manias. Outras vezes, o blog não contém muitas histórias pessoais e sim dicas de coisas que o blogueiro viu, ouviu ou leu e achou legal compartilhar. Apesar de me enquadrar no segundo time citado hoje quero compartilhar uma história que aconteceu comigo há alguns anos e que até hoje me faz suspirar e rir... Em toda a minha vida sempre gostei de ser o centro das atenções. Quando era apenas um bebê, meus pais contam que o maior chorão da face da terra era o filho deles (eu)... Chorava para que todos pudessem notar a minha presença. A medida em que fui crescendo parei com esta mania, mas não quis largar o ofício de ter os holofotes voltados à mim. Foi assim que me tornei um tagarela, do tipo palhaço, que fica atento a qualquer brecha em uma conversa para soltar uma piada ou algo que julgue engraçado.
Apesar de toda essa cara de pau, quando o assunto era garotas eu me tornava um recluso. Nunca fui bom em paquera e que me lembre foram poucas as vezes em que iniciei uma conversa com qualquer menina que fosse. Certa vez, entrei em uma vídeo locadora para alugar um filme engraçado (que não me recordo o nome) que um amigo havia me indicado. Era um daqueles dias em que eu me sentia bonitão (acho que todos temos estes dias né?) Estava com uma camisa nova, marrom com detalhes roxos, a cara do "Che" estampada no peito e que dava um ar de garoto rebelde. Uma bermuda jeans, semi nova, e um daqueles tênis que acreditava ter sido feito exatamente para os meus pés. Ao entrar na locadora não vi o velho rabugento atendente atrás do balcão... Na verdade não era nem perto daquilo. O que vi foi uma garota linda! Daquelas que ninguém chega perto por não se achar digno de jogar uma conversa fora. Naquele instante, O filme que estava procurando saiu completamente de minha cabeça e o que era pra ser uma breve visita tornou-se uma das mais longas estadias minhas em um local como aquele. Passado uns vinte minutos encostei na prateleira dos lançamentos, próximo ao balcão, por um momento percebi que estava sendo observado, olhei imediatamente para a garota (nada sutil) e ela abriu um sorriso e disse: "Me desculpe, viu, mas você é muito bonito!".
O garanhão aqui pegou a primeira fita (isso mesmo, nada de DVD) na frente, pagou e saiu quase que correndo sem nem se quer retribuir o elogio. Dias depois, com mais coragem e disposto a falar que também a achou bonita, o lindão aqui entrou na locadora e, para desilusão geral, encontrou a mesma linda garota no maior papo com um zé-ninguém... Uma de minhas muitas "namoradas que não foram" estava ali, entrando na onda de um garanhão qualquer. Fico pensando até hoje como foi o início da conversa deles. Será que ela disse algo do tipo: "Nossa que gatinho"... Isso eu nunca vou saber. Só sei que meses depois, quando já havia superado o nosso "rompimento" descobri que a linda menina havia engravidado. Não sei se o pai é aquele mesmo cara que estava conversando com ela, mas de uma coisa eu tenho certeza (com um certo alívio): Aquele filho não passou nem perto de ser meu!!
5 comentários:
uau!! achei o seu texto demais!! Parabéns
Muito interessante o texto!!
Ah!! Que experiência bacana!! Muito legal... E fica aqui o parabéns pelo belo blog!!
hehehe Achei muito engraçado o seu texto... Realmente tem vezes que eu saio de caso me sentindo a pessoa mais linda do mundo!! Muito legal.
Gostei do seu texto!!!
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